De 1946 ao Data Center do TikTok no Ceará: a evolução da infraestrutura tech no mundo e no Brasil!
Dos porões do ENIAC em 1946 aos megaprojetos com usinas nucleares e instalações no Brasil: conheça a história completa dos Data Centers!.
O Google anunciou, nesta quarta-feira (4), um investimento de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões na cotação atual) ao longo de dois anos na Malásia. O país vai abrigar novos empreendimentos de infraestrutura da companhia, além da expansão de operações já em andamento.
O valor será gasto entre 2027 e 2028 e vai envolver a construção de dois novos campi de data centers nos distritos de Selangor e Negeri Sembilan.
“Este investimento está alinhado às prioridades de desenvolvimento da Malásia, fornecendo a capacidade computacional fundamental para viabilizar os benefícios da inovação em todo o país, ao mesmo tempo em que incorpora recursos locais de energia e água à medida que nossas operações ganham escala”, diz a big tech em comunicado oficial.
Preocupações ambientais
No anúncio, a companhia reforça que vai seguir orientações ambientais na construção das novas estruturas, incluindo um controle rigoroso ou compensado em relação ao gasto energético e de água nesses espaços.
- O Google garante que vai pagar por 100% da energia elétrica que os locais utilizarem, além dos “gastos diretos com infraestrutura” necessários para a operação e outras obrigações da legislação regional;
- A empresa prevê ainda adicionar “mais de 1 gigawatt de capacidade em energia limpa” para a rede da Malásia;
- Em termos de geração de empregos, a proposta sugere a manutenção de 9 mil postos de trabalho por ano quando os data centers já estiverem em funcionamento, além de criar mais de 37 mil empregos por ano durante a construção;
- Ainda segundo o comunicado oficial, a fase de construção dos campi deve contribuir com uma média anual de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) para o PIB da Malásia.
Locais dos Estados Unidos estão se mostrando cada vez mais resistentes sobre a construção de novos data centers, em especial pelos possíveis impactos ambientais e energéticos. Por isso, se voltar para países como a Malásia, que já tem a presença da empresa há pelo menos 15 anos, é visto como uma alternativa viável no mercado asiático.
Por outro lado, o Brasil surgiu disposto a atrair esse tipo de construção, em especial após a publicação das novas regras de isenções fiscais e promessas do presidente eleito Lula envolvendo até o uso dessa capacidade computacional para o desenvolvimento de uma inteligência artificial (IA) brasileira.
É mesmo possível construir data centers para IA no espaço, como querem Google, SpaceX e outras empresas? Entenda nesta matéria!